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O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é um evento agudo envolvendo os vasos sanguíneos que irrigam o território cerebral. Ocorre quando um trombo sanguíneo se sobrepõe a uma placa aterosclerótica provocando oclusão numa artéria (AVC trombótico), ou quando existe ruptura de uma artéria (AVC hemorrágico) impedindo assim o fluxo sanguíneo nessa área do cérebro.
As células nervosas, quando privadas de oxigênio, morrem em poucos minutos. Assim, um AVC traduz um dano súbito e permanente no tecido cerebral irrigado pelos vasos sanguíneos afetados.
As consequências do AVC variam, mas são freqüentemente devastadoras para os doentes e as suas famílias, podendo afetar inúmeros aspectos da vida quotidiana, como a motricidade, o discurso, as emoções ou a memória. O prognóstico depende do tipo de AVC, da área cerebral afetada, e da extensão das lesões.
Em termos epidemiológicos, ocorrem cerca de 1,6 milhões de AVC's por ano nos EUA, Europa e Japão, sendo esta uma doença devastadora, onde cerca de 50% dos indivíduos afetados morre ao fim de seis meses, 10% necessita de cuidados continuados a longo prazo e mais de 40% virá a sofrer de AVC recorrente nos cinco anos seguintes.
O Acidente Vascular Cerebral é a 3ª causa de morte logo atrás das doenças cardiovasculares e do cancro, constituindo a principal causa de incapacidade. O AVC é responsável por mais de 5 milhões de mortes por ano em todo o mundo. O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é, assim, responsável por um enorme impacto a nível individual, social e econômico.
As atuais estratégias desenvolvidas para uma melhor abordagem deste problema englobam:
* Tratamento do AVC na fase aguda;
* Prevenção primária do AVC;
* Prevenção secundária do AVC.
O tratamento desta patologia envolvendo Unidades especializadas de Tratamento de AVC, desde a terapêutica da fase aguda até ao acompanhamento de reabilitação em ambulatório, demonstrou benefícios claros como:
* 17% de redução da mortalidade ao 1.º ano;
* 25% de redução da mortalidade e dependência de outros;
* Os benefícios são extensíveis a ambos os sexos, e a todos os grupos etários, independentemente da gravidade do AVC.
Por outro lado, verifica-se que os benefícios são de longo prazo: os doentes tratados nestas unidades têm maiores probabilidades de sobrevida, de independência nas atividades da vida diária e de viverem nas suas próprias casas cinco anos após a ocorrência do AVC, verificando-se ainda uma relação custo/benefício muito favorável.
4 Dezembro 2007
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